A firmeza que resolve e a insegurança que reclama
- Michelle Reggo
- 10 de dez. de 2025
- 2 min de leitura

Pessoas diretas costumam carregar um peso que não pertence a elas. Vivem num constante paradoxo: são procuradas para resolver problemas que ninguém mais consegue enfrentar, mas, quando explicam o que precisa ser feito, acabam sendo vistas como duras ou autoritárias. Isso acontece porque a objetividade incomoda. Ela desmonta desculpas, encurta caminhos e exige responsabilidade, três coisas que muita gente evita.
Há pessoas que pensam rápido, analisam com clareza e comunicam com precisão. Não gastam energia com floreios desnecessários, não se perdem em detalhes, não dramatizam o que pode ser resolvido com duas frases. Para alguns, isso é uma bênção. Para outros, uma ameaça. Quem se acostumou com rodeios reage mal quando encontra alguém que vai direto ao ponto. Quem depende de suavidade para aceitar a verdade sente um desconforto imediato diante de quem fala com firmeza.
E existe uma expectativa social silenciosa: que as pessoas, principalmente mulheres, sejam sempre doces, maleáveis, agradáveis. Quem não se molda a esse papel é rapidamente interpretada como “mandona”, mesmo quando fala com educação. O problema não é o tom, e sim a segurança. Firmeza de postura revela a fragilidade de quem não sabe lidar com ela.
Há também um detalhe curioso: pessoas eficientes costumam ser procuradas o tempo todo. Quando a situação trava, quando algo dá errado, quando ninguém sabe por onde começar, é nelas que o grupo se apoia. Mas essa mesma eficiência vira alvo de críticas assim que a solução exige atitude. É como se todos quisessem a resposta, desde que não precisem lidar com a verdade que vem junto dela.
Firmeza não é agressividade. Clareza não é falta de educação. Objetividade não é frieza. São apenas expressões de uma mente que funciona de maneira prática, e que entende que resolver é mais importante do que agradar.
No fundo, a irritação que algumas pessoas sentem diante de alguém firme nasce da própria insegurança. É desconfortável ouvir orientação de alguém que não hesita. É desconfortável ser guiado por alguém que sabe o que está fazendo. É desconfortável perceber que a própria dificuldade de agir não tem mais onde se esconder.
Colocar limites, falar com precisão, expressar ideias com clareza e manter uma postura firme não são defeitos, são habilidades. E habilidades raras.
Talvez o mundo ainda não esteja acostumado com esse tipo de pessoa. O tipo que organiza o caos sem fazer alarde. Que oferece soluções em vez de lamentos. Que fala o necessário, sem se perder na tentativa de agradar. Que se posiciona sem medo de soarem estranhos os seus contornos.
E, no fim das contas, a verdade é simples: quem entende eficiência, admira. Quem precisa dela, recorre. Quem não consegue lidar, reclama. O incômodo nunca vem da forma como se fala, e sim da firmeza que muitas pessoas não sabem sustentar dentro de si.
Com amor!
Michelle Reggo

Michelle Reggo é Terapeuta Holística, Numeróloga, Radiestesista, Oraculista, Consultora em Feng Shui Tradicional Chinês e Consteladora Familiar Sistêmica. Especialista em terapias energéticas, dedica sua jornada a acolher e guiar mulheres que desejam se reconectar com sua essência, liberar bloqueios emocionais e despertar seu poder interior. Seu propósito é ajudar cada mulher a criar uma vida mais leve, equilibrada e próspera, manifestando abundância em todas as áreas do ser.








Exatamente! O mundo nunca vai se acostumar com pessoas que se posicionam e falam diretamente sem esperar validação.