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Quando a sensibilidade é a bússola que guia a alma


uma mulher segurando uma bússola

Existem mulheres que o mundo não entende à primeira vista. Mulheres que não se misturam em qualquer ambiente, que não carregam sorrisos treinados, que não desperdiçam energia com conversas vazias. Mulheres que parecem “antisociais”, quando, na verdade, só são sensíveis demais para fingir que não percebem o que todo mundo ignora.

Eu sou assim. E talvez você também seja.


Gente demais me esgota. Multidões borram minha percepção, me confundem, me tiram do eixo. Não é medo social, é percepção aguçada, aquela capacidade antiga e silenciosa de sentir o que as pessoas tentam esconder. Enquanto algumas mulheres enxergam rostos, eu vejo intenções. Enquanto outras notam gestos, eu noto vibrações. A energia não mente, e é por isso que eu prefiro poucos caminhos e poucas pessoas.


Aprendi, com o tempo, que essa sensibilidade não é fraqueza. É proteção.

A falsidade sempre chega maquiada. Mas para quem enxerga além da superfície, a máscara nunca engana. E é por isso que, muitas vezes, escolho o silêncio. Escolho a quietude. Escolho a minha própria companhia. Não porque eu rejeite o mundo… mas porque o meu mundo interior já é suficiente.


Gosto da paz de estar em casa, porque minha casa é um templo. Cada canto guarda a minha história, minhas orações, minhas forças, meus rituais, minha introspecção. Não abro as portas para qualquer pessoa, porque sei que cada visita traz uma energia junto, e nem toda energia combina com a minha. Meu lar é o lugar onde minha alma respira sem medo.


Prefiro o canto dos pássaros ao barulho das festas. Prefiro o cheiro da terra molhada ao perfume artificial das multidões. Prefiro o vento leve passando pela pele a conversas que não acrescentam nada. A natureza me devolve o equilíbrio que a humanidade tantas vezes tenta roubar.

Mulheres sensíveis como eu têm algumas características que muitos não entendem, como por exemplo: não suportam superficialidade, sentem mentiras antes de ouvir palavras, percebem tensão no ar antes de qualquer atrito acontecer, precisam de silêncio para recarregar a alma, preferem paz a companhia forçada, valorizam verdade mais do que afeto demonstrado por obrigação, não disputam atenção, não imploram presença, sabem quando alguém chega com boas intenções… e quando chega esvaziado delas, carregam um sagrado dentro de si, e protegem isso como prioridade.


É por isso que escolho a reclusão quando o mundo parece pesado. Não por fraqueza, mas por inteligência espiritual. Existem pessoas que vivem de fofoca, de confusão, de intriga, de movimentação constante… e existem aquelas que vivem de essência. Eu nunca precisei me alimentar da vida dos outros para sentir que a minha é suficiente.


A sensibilidade me ensinou a recuar para não adoecer. A escolher com quem dividir minha paz. A preservar o que é meu. A entender que solitude não é solidão, é liberdade.

E, no fim das contas, quem vive em paz sempre assusta quem vive no caos. Quem guarda a própria energia incomoda quem vive drenando a dos outros. Quem prefere silêncio é incompreendida por quem tem medo de escutar a própria consciência.


Mas sigo assim, inteira. Com meu mundo interno protegido. Com meu lar sagrado. Com minha sensibilidade afinada. E com a certeza de que aquilo que o mundo chama de isolamento… eu chamo de equilíbrio.


Com amor!

Michelle Reggo




mulher com caneta próximo à boca

Michelle Reggo é Terapeuta Holística, Numeróloga, Radiestesista, Oraculista, Consultora em Feng Shui Tradicional Chinês e Consteladora Familiar Sistêmica. Especialista em terapias energéticas, dedica sua jornada a acolher e guiar mulheres que desejam se reconectar com sua essência, liberar bloqueios emocionais e despertar seu poder interior. Seu propósito é ajudar cada mulher a criar uma vida mais leve, equilibrada e próspera, manifestando abundância em todas as áreas do ser.


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O silêncio e a solitude são sagrados.

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